Há uma matemática silenciosa que a maioria dos donos de salões, barbearias e clínicas de estética nunca fez a sério. A cadeira está ocupada, o dia está cheio, a agenda não tem espaço para mais nenhum cliente — e ainda assim, no final do mês, a margem continua apertada. O problema não está no volume de trabalho. Está na estrutura da receita.
Segundo dados recentes do setor, a venda de serviços representa cerca de 92% do faturamento médio de um salão de beleza, enquanto a venda de produtos representa apenas 8%. À primeira vista, parece natural — afinal, é um negócio de serviços. Mas quando se percebe que os produtos têm margens de lucro recomendadas entre 80% e 120% por item vendido, esse desequilíbrio deixa de parecer natural e passa a parecer uma oportunidade por explorar.
O tempo tem um limite. Os produtos, não.
Um serviço está sempre limitado por duas variáveis que não se conseguem esticar indefinidamente: o número de horas no dia e o número de pessoas disponíveis para prestar esse serviço. Pode-se otimizar a agenda, reduzir tempos mortos, contratar mais alguém — mas o teto existe e é baixo.
Um produto não tem esse problema. Um champô, um óleo para barba, um sérum de tratamento ou uma vela aromática com a marca do seu espaço podem ser vendidos antes da consulta, depois do corte, através de uma notificação no telemóvel do cliente, ou numa campanha enviada numa segunda-feira de manhã quando a agenda ainda está meio vazia. A venda acontece sem ocupar a cadeira.
Esta lógica não é nova nas grandes cadeias de beleza, mas tem chegado cada vez mais a negócios independentes. O crescimento de 18% no número de novos negócios de beleza registado em 2025 — mais de 236 mil novas aberturas — traz consigo uma tendência clara: os novos operadores já entram no mercado com um modelo híbrido, combinando serviço com venda de produtos complementares, muitas vezes desenvolvidos com fabricantes em marca própria. Os negócios estabelecidos que ainda não fizeram esta transição estão a perder margem para quem chegou depois.
O cliente já confia em si. Esse é o ativo mais valioso.
Existe uma vantagem que qualquer dono de salão ou barbearia tem sobre qualquer plataforma de e-commerce: a relação. O cliente que se senta na sua cadeira já passou pelo filtro mais difícil do comércio — a confiança. Quando recomenda um produto, não está a fazer publicidade. Está a dar um conselho de alguém que conhece o cabelo, a pele ou a barba daquela pessoa melhor do que qualquer algoritmo.
Essa confiança tem um valor comercial real, e desperdiçá-la por falta de um canal de venda estruturado é, no fundo, deixar dinheiro em cima da mesa. O cliente sai do salão com o cabelo tratado e sem o produto que o vai ajudar a manter esse resultado em casa — e vai comprá-lo ao supermercado, ou a uma marca que não o conhece de lado nenhum.
Ter uma loja própria não é complicar o negócio — é completá-lo.
A resistência mais comum que se ouve dos donos de negócios de serviços é esta: "não tenho tempo para gerir uma loja". E é uma preocupação legítima, se a loja for uma coisa separada, com outra plataforma, outro login, outra base de dados, outro sistema de pagamentos.
Mas quando a loja faz parte da mesma aplicação que o cliente já usa para marcar, receber lembretes e acompanhar o histórico de visitas, a fricção desaparece. É nesse contexto que a BookPyng integra a loja de produtos diretamente na app com a marca do negócio — o mesmo espaço onde o cliente confirma a marcação é onde pode encomendar o produto que o profissional lhe recomendou. Sem sair da app, sem criar conta noutro sítio, sem perder o fio à relação.
E porque a base de clientes está centralizada, é possível fazer campanhas de marketing direcionadas — por email, push ou SMS — para promover um produto novo, escoar stock antes do verão ou recompensar os clientes mais fiéis com uma oferta exclusiva. Não é preciso adivinhar quem pode estar interessado: os dados de visitas, preferências e histórico de compras já estão ali.
O que a margem diz sobre o futuro do negócio.
Há outro ângulo que raramente é discutido abertamente: o impacto da diversificação de receitas no valor do próprio negócio. Um salão ou barbearia que fatura exclusivamente através de serviços tem uma estrutura de receita frágil — dependente da presença física, da saúde do profissional e da capacidade da agenda. Um negócio que combina serviço com venda de produtos tem uma receita mais previsível, margens mais altas e, consequentemente, um valuation mais elevado se algum dia se pensar em crescer, em parceiros ou em vender.
A diversificação não é um luxo de grandes marcas. É uma decisão de gestão que qualquer negócio de serviços pode tomar — e quanto mais cedo for tomada, mais tempo há para construir essa segunda linha de receita com consistência.
Se ainda não pensou seriamente em ter uma loja integrada no seu negócio, este pode ser o momento certo para explorar o que a BookPyng pode fazer por si — sem comissões, sem partilhar os seus clientes com ninguém, e com a sua marca em tudo.